O lado bom do envelhecimento
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Tudo na vida tem prós e contras. Com o envelhecimento não é diferente. No entanto, o senso comum relaciona o processo do envelhecimento apenas aos aspectos negativos como a decadência do corpo físico, que traz as dificuldades de locomoção e as doenças degenerativas.

Porém, amadurecer tem muitos aspectos positivos como mais liberdade, tempo de qualidade e convicções mais firmes. Então, nesse Dia dos Avós, nosso objetivo é mostrar o lado bom do envelhecimento.

“Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo.” A frase do filósofo Mario Sergio Cortella retrata perfeitamente o que acontece com a maturidade. Apesar disso, nossa sociedade ainda valoriza mais a força física da juventude, deixando de lado, muitas vezes, a sabedoria e a experiência dos mais velhos.

Segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa é que, até 2050, o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões, representando um quinto da população mundial.

Em função desse fenômeno contemporâneo, a longevidade tem sido tema de estudos em diferentes áreas do conhecimento. Na psicologia, por exemplo, a extensão da longevidade demonstra que limitações como o isolamento pode refletir negativamente na qualidade de vida.

Já está comprovado, também, que conexões duradouras e significativas com outras pessoas ajudam a evitar o desenvolvimento de doenças graves. E, que a personalidade também pode interferir na longevidade.

Dessa forma é interessante lançar luz sob os aspectos positivos do envelhecimento. A exemplo da cultura japonesa que transformou a ‘kintsugi‘ (técnica centenária para reparar peças de cerâmica quebradas) em filosofia de vida. Por meio do reconhecimento de nossa natureza frágil, das rupturas, fracassos, desilusões e perdas, sem esconder que somos vulneráveis não apenas do ponto de vista físico, mas também psíquico.

Ou seja, saber valorizar o que se rompe em nós traz serenidade. Aceitar com tranquilidade o fato de que envelhecer é parte de nossa condição de seres vivos e, a partir disso, reformular nossa maneira de permanecer útil, acompanhando a evolução do mundo com olhos mais experientes.

Nada disso implica ignorar que as alterações funcionais que conduzem à morte existem. Mas, significa entender que a morte inevitavelmente faz parte do ciclo vital, e que podemos ter qualidade, produtividade, e prazer em todas as fases deste ciclo.

Karina Zanini Marques

Karina Zanini Marques

Tradutora formada pela Univem desde 2003 e Psicóloga formada pela Unimar desde 2010 (CRP 06/103536) tem se dedicado profissionalmente única e exclusivamente ao ofício de Psicóloga.

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