Profissão: agente funerário, profissional do cuidado.
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Você que está lendo este texto agora, certamente já brincou de médico, enfermeiro, já brincou de escolinha, hora sendo a professora, hora sendo um dos alunos, já brincou de mamãe/papai e filhinho, astronauta, bombeiro, artista de TV, já brincou de lojinha fazendo os adultos da família comprarem as coisas que você colocava à venda, ou fez peças de teatro ou shows para que os adultos da família assistissem… e tantas outras funções encenando na infância um desejo de ser grande e admirado.

Entre tantas as profissões possíveis, você alguma vez se imaginou sendo um agente funerário? E coveiro? Acredito que haja poucas ou talvez nenhuma resposta afirmativa para essa pergunta.

Os agentes funerários são profissionais que lidam com o corpo morto e com as reações de dor dos familiares e realmente, é uma profissão muito rara e cara. Cara não no sentido financeiro, mesmo que admitamos que os custos para a preparação de um funeral não são baixos. Quando digo caro, falo do grande valor que tem.

 Ser agente funerário é lidar com o corpo morto do amor de alguém e estes homens e mulheres que fizeram deste ato sua profissão, tem a dimensão da importância do seu fazer profissional tanto para a família enlutada como para toda a sociedade e exercem sua profissão com grande honra.

Em sua rotina de trabalho enfrentam dificuldades como o contato com o sofrimento dos familiares, o que mobiliza sentimentos, já que eles mesmos têm suas perdas e lutos pessoais para elaborar e muitas vezes identificam um pouco deles na dor das famílias que atendem.  

Estes profissionais lidam rotineiramente com o estranhamento da sociedade que muitas vezes os enxergam como “aqueles que vivem da morte”. E se mudássemos o olhar focando no cuidado? Sim, estes profissionais são profissionais do cuidado. Cuidam do corpo morto de alguém que foi muito amado e cuidam das famílias em seu momento agudo de dor pela separação.

Você já precisou contratar o serviço destes profissionais? Tenho certeza de que você não foi à funerária como quem vai a uma agência de viagem comprar um pacote de viagem, mas certamente foi atendido (a) e auxiliado (a) num momento de extrema dor e confusão mental. Espero que o contato com estes profissionais tenha sido de amenização da dor e que agora você esteja bem.

Karina Zanini Marques

Karina Zanini Marques

Tradutora formada pela Univem desde 2003 e Psicóloga formada pela Unimar desde 2010 (CRP 06/103536) tem se dedicado profissionalmente única e exclusivamente ao ofício de Psicóloga.

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