Vamos falar sobre morte e luto?
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Provavelmente você não fala sobre morte rotineiramente e nem pensa nela com frequência. É bem normal que você não pense nisso a todo momento, mas a morte é um evento natural da vida e, sendo assim, deveríamos lidar com ela de forma mais natural.

Dizer que a morte é a única certeza que temos não basta. Para você compreender essa verdade, pense que um dia você morrerá e também que um dia você vai passar pela experiência de perder alguém. A morte é desconcertante! Ela nos tira a ilusão de poder. Diante dela, nos sentimos pequenos. 

Apesar de ser um evento natural da vida, de sabermos ser a única certeza que temos na vida, apesar de sabermos que tudo o que é vivo um dia morre, ainda assim batemos na boca, ou damos três batidinhas na madeira quando alguém fala em morte. 

É muito comum que as pessoas expressem medo ou nojo quando o assunto é morte ou que aconselhem um enlutado a esquecer o que houve e seguir em frente. Isso acontece porque a morte é um tabu em nossa sociedade e estamos cada vez menos tolerantes ao sofrimento. 

Na maior parte do tempo estamos tentando negar a existência da morte e, quando ela acontece, procuramos negar que o vazio que ela deixa. O problema é que o tabu traz uma dose extra de dor, porque, ao contrário do que se pensa, falar sobre a perda e sobre o falecido é o que vai ajudar no alívio da dor.

A morte tira tudo do lugar. O enlutado se vê, de repente e contra a sua vontade diante de uma situação que ele não tem controle nenhum e que lhe faz sentir coisas. Para quem vai precisar viver com a ausência o processo do luto é indispensável. Não dá para seguir a vida sem antes chorar e falar exaustivamente sobre o falecido. 

Se você quer ajudar um enlutado, tenha em mente que o silêncio sufoca. Substitua afirmações como: “Você precisa parar de falar nisso” por algo como: “Você quer conversar sobre isso?” 

Esteja pronto para ouvir, esteja pronto para lidar com sentimentos como raiva e tristeza e não o faça se sentir inadequado, acolha a dor dele. As lembranças ajudam a preencher o vazio da ausência física.

Karina Zanini Marques 

CRP 06/103536

Karina Zanini Marques

Karina Zanini Marques

Tradutora formada pela Univem desde 2003 e Psicóloga formada pela Unimar desde 2010 (CRP 06/103536) tem se dedicado profissionalmente única e exclusivamente ao ofício de Psicóloga.

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