Situações delicadas
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Amar e ser amado é uma necessidade e a saúde emocional está diretamente ligada à qualidade dos relacionamentos interpessoais que a pessoa mantém. Não é possível ao ser humano estar bem e feliz vivendo em isolamento, mas amar é arriscado, já que estar afetivamente ligado a alguém nos coloca em risco de sofrer com o rompimento do vínculo.

O luto é um processo de adaptação após a perda de algo ou alguém importante e, durante este processo, um novo sentido para a vida precisa ser descoberto e construído. Não existe um momento bom para a morte, mas existem momentos muito delicados. 

Considerando as situações possíveis, uma morte repentina e violenta é mais traumática do que uma morte após longo período de doença em que os familiares tiveram tempo para considerar a possibilidade da perda e puderam se preparar, na medida do possível, para esse momento. 

Não ter informações precisas e de qualidade durante o período de tratamento médico e não ser informado sobre o risco de morte pode complicar o luto, já que a família mantém alta a esperança de recuperação, sendo pega de surpresa.

Uma pessoa com doença mental prévia e psiquicamente frágil vai ter mais dificuldade em lidar com o processo do luto. Por outro lado, quem já perdeu alguém significativo e se recuperou tem recursos para lidar com uma nova perda, enquanto uma pessoa que teve muitas perdas em curto espaço de tempo pode não ter tido tempo de elaborar o luto. 

Por vezes o relacionamento era conflituoso, de forma que o sentimento de culpa que frequentemente está presente no processo de luto, pode ser intensificado. Se o falecido era o principal provedor, a família ficará numa situação delicada e levará muito tempo para se reorganizar. Situação igualmente delicada é a da esposa grávida que, diante do falecimento do pai de seu filho, se vê numa situação de desamparo, podendo reprimir seu luto por medo de que seu estado emocional afete o desenvolvimento do bebê.

Em todas estas situações delicadas, o que salva é a empatia. Na falta de acolhimento, o enlutado fica sozinho podendo adoecer física e emocionalmente ao seguir tentando reprimir seu luto, seja por ele mesmo não reconhecer o impacto da perda sobre si ou por dificuldade das pessoas próximas e/ou da sociedade em entenderem o motivo do sofrimento. 

Karina Zanini Marques 
CRP 06/103536

Karina Zanini Marques

Karina Zanini Marques

Tradutora formada pela Univem desde 2003 e Psicóloga formada pela Unimar desde 2010 (CRP 06/103536) tem se dedicado profissionalmente única e exclusivamente ao ofício de Psicóloga.

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