Entenda a importância do processo de luto
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Pessoa em frente a janela contra a luz passando por um processo de luto.

Ao abordar a perda por morte, temos que ter em mente que as pessoas têm diferentes formas de reagir. Algumas sentem raiva, choram e até parecem anestesiadas – como se não sentissem nada -, até que finalmente a “ficha cai”. Para aceitar que a vida continua sem a pessoa que morreu é preciso tempo e cada um tem o seu. Por isso, passar pelo luto é um momento importante.

A intensidade do sofrimento varia de acordo com o tipo de vínculo entre as pessoas. Cada um tem uma forma de sentir e, por isso, não existe sentido em fazer comparações. Muitas coisas precisam ser assimiladas quando alguém significativo morre.

Muitas vezes as pessoas não suportam ver o outro em um momento de dor e querem acelerar o processo de superação da perda. Porém, ninguém é capaz de acabar com a dor do outro e ninguém deveria acabar com a sua própria dor em modo acelerado. A dor é transformada pelo tempo.

“O sentimento é sempre maior quando vivido em silêncio e solidão.”

É preciso reconhecer a dor e entrar em contato com ela para lidar com a perda. Além disso, é importante conversar sobre a dor com amigos, pessoas de confiança e familiares.

Velas acesas por uma pessoa em processo de luto em homenagem a uma pessoa falecida.

Passar pelo luto é um momento importante e esse processo demanda tempo para ser superado. É agradável ter conosco lembranças de um tempo bom. Não esquecemos lembranças de anos em algumas horas, pois nesse processo pensamos na importância da pessoa que se foi e tudo o que se viveu com ela.

“Se dói é porque foi bom”.

Por esse motivo, pedir para a pessoa de luto parar de chorar, superar a perda ou ser forte deve se evitado. Esses pedidos não ajudam e fazem com que o enlutado se sinta incompreendido e irritado. 

É natural perder o interesse pelo mundo: primeiramente, ocorre a negação e a incredulidade em frente a morte. A perda de interesse ocorre quando a pessoa de luto, apesar de desejar o retorno de seu ente querido, percebe que isso não acontecerá. 

Perder alguém querido pode roubar a vontade de viver, mas a realidade é que continuamos vivos. Nem sempre somos os únicos a sofrer com uma perda e outras pessoas podem ajudar mutuamente na superação do luto. Ao expressar sentimentos, a família passa pelo luto unida apoiando uns aos outros.

Karina Zanini Marques

Karina Zanini Marques

Tradutora formada pela Univem desde 2003 e Psicóloga formada pela Unimar desde 2010 (CRP 06/103536) tem se dedicado profissionalmente única e exclusivamente ao ofício de Psicóloga.

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